Eu gosto bastante de tapioca, meu pai sempre compra goma de tapioca, já umidecida. Quando morava com eles sempre comia. Lá perto sempre se encontra pra vender. Mas perto da minha casa nunca encontrei!

Isso sem contar o “carro de tapioca feito na hora pra você” que sempre passava perto da casa deles e eu sempre imaginava o carro feito de tapioca e na hora! Quando voltava à pé e passava por ele não resistia a comer uma!

Às vezes meu pai compra a goma e me dá, mas nem sempre. E às vezes bate aquela vontade de comer uma tapioca quentinha e não sei onde encontrar, nem tapioca, tampouco a goma.

Por isso resolvi tentar fazer a goma em casa. Para tal procurei na internet várias receitas de goma de tapioca e cheguei à conclusão que melhor que escolher uma receita era dar uma olhada em várias e chegar a alguma conclusão de como fazer.

O fato é que os procedimentos eram diversos, mas todas eram feitas com polvilho doce e água. Alguns diziam para deixar de molho, outros apenas para acrescentar água. Resolvi deixar de molho e depois escorrer em um pano e passar por uma peneira.

Dissolvi o polvilho e deixei de molho. Quando fui continuar o preparo ele havia decantado, tirei e excesso de água e percebi que ele tinha virado um fluído não-newtoniano, como esse aqui ou esse, e mesmo passando no pano ela ficava muito úmida. Resolvi acrescentar mais polvilho para que o polvilho ficasse mais seco. Funcionou, fui colocando mais polvilho aos poucos e ele foi absorvendo a água em excesso. A mistura ficou esfarelenta e parecendo goma de tapioca. Depois de passar pela peneira ela estava pronta para ser usada.

Polvilho doce com água, na fase de fluido não-newtoniano.

Goma de tapioca antes de peneirar.

Fui tentar uma outra técnica para fazer na vez seguinte: umedecer o polvilho aos poucos para ele ficar esfarelento de uma vez. Conforme fui colocando a água percebi que seria muito difícil umedecer homogeneamente o polvilho deixá-lo esfarelento na medida certa, sem passar pela fase de fluído não-newtoniano. Decidi então que o mais fácil era colocar água até que ele ficasse nesse estado e depois ir acrescentando mais polvilho de forma que ele fosse absorvendo a água em excesso e ficasse esfarelento. Depois disso, peneirei para tirar as pelotas maiores.

Conforme a goma é peneirada, sobram apenas as pelotas grandes, basta "forçar" com uma colher para a pelota se desfazer.

Goma de tapioca já peneirada e pronta para uso.

O que é curioso é que uma das receitas que eu tinha visto dizia para colocar o polvilho com água e depois acrescentar mais polvilho e eu desacreditei a receita e no fim foi a que deu mais certo!

Goma de tapioca:

1 1/4 xícara de polvilho doce
1/2 xícara de água

Junte 1 xícara de polvilho com 1/2 xícara de água. Vá colocando a água aos poucos e incorporando o polvilho.

Vá acrescentando o resto do polvilho aos poucos até que a mistura fique esfarelenta.

Passe pela peneira para desfazer as bolotas maiores. A goma está pronta para ser usada.

Tapioca:

Para fazer basta colocar uma camada não muito grossa, nem muito fina em uma frigideira não untada e deixar que a massa grude. Quando ela estiver unida basta virar e colocar o recheio. Deixar um pouco e dobrar a tapioca ao meio e servir ainda quente.

Eu gosto de colocar queijo meia cura, ou queijo de coalho, no caso da salgada. Para a doce gosto do clássico coco com leite condensado ou banana com canela.

Fazendo a tapioca de banana com açúcar e canela.

Tapioca pronta.

Fiz com morango e cobertura de chocolate, aquele para sorvete, mas não gostei!

Obs: as fotos estão meio escuras, pois fiz as tapiocas de noite e tive que tirar as fotos sem flash, pois com flash saia apenas um borrão branco!